segunda-feira, novembro 27, 2006

Reflexões sobre o panteísmo

Ser panteísta é estar em sintonia com o todo. É compreender a existência com amplitude. É viver sem necessitar de redundâncias inúteis e cânticos dominicais. É entender a dicotomia entre o ser e o nada. É ser odiado pelos monoteítas ser precisar fazer absolutamente nada.
Eu não entendo por que os monoteístas tem a necessidade de impor preceitos que nem mesmo eles tem confiança. Alguns politeístas também completam a turma, mas, tenho maior possibilidade de compreensão tratando dos monoteístas.

Não que eles sejam ruins, absolutamente...

Mas, definitivamente, não cabe ao mesmos decidir quem está certo ou errado. Não podem se comportar como paladinos da justiça e limar para o mesmo lugar todas as dissidências e discrepâncias. Um culto que prima pela submissão não pode simplesmente submeter os outros à sua forma de pensar.



Nesse momento, onde estão os "irmãos"?

Irmão é simbolo de eqüidade, afabilidade. Por favor, monoteístas, não usem tal nome em vão. Não desvirtuem a relação entre seus iguais.

sábado, novembro 18, 2006

Criançada, a VEJA não tem culpa...

A VEJA é elitista. Elitista e neoliberal. Eu a leio e nem por isso me classifico no distinto grupo dos elitistas neoliberais. Só não gosto de quem critica a VEJA. A maioria dos críticos é ou anti-neoliberalismo ou anti-elite. Ou os dois. Em síntese, quem critíca a VEJA é, acima de tudo, esquerdista. Não esquerdista marxista-leninista - não, não! bato na madeira! -, mas sim esquerdista incompreendido, rebelde, livre, formiguinha. Ou, para entender melhor, esquerdista petista, lulista. Eu gosto dos petistas. Eles são muito engraçados. Acusam todos os divergentes da "ideologia"petista de neoliberais e elitistas. Eu gosto dos petistas mas não gosto do PT. É uma dicotomia filosófica - partidária, que consome meu ser. Está certo, eu sei que eles são ladrúnculos (como diria o Mainardi) amantes do dinheiro alheio, mas, ainda sim, são ladrúnculos poéticos, românticos. A cada vez que "vejo" (sem trocadilhos, por favor), na televisão ou nas capas dos jornais, os semblantes revolucionários de Zé Dirceu, Genoíno, Berzoini (e mais recentemente Abicalil) sinto-me enebriado pela sutileza literata de tão ambíguas figuras. "Vejo" (perdão...) neles Marx, Engels, Che, Bobbio, Althusser, Gramsci e até Lukáks.
Os petistas não gostam da VEJA. Eu, autêntico como sou, gosto dos petista e também da VEJA. Logo, vivo mergulhado em uma questão existencial. Ou melhor pré-existencial. Porque, como diria Sartre - que aliás, se vivesse hoje (e no Brasil), possívelmente não seria petista - só existo por minhas escolhas. Então, faço desta minha questão primordial!

Eu não acredito no Petismo. Nem no Lulismo. Mas eu acredito nos petistas. E na VEJA também. Assim como acredito no Papai Noel, no Saci, na Chapeuzinho Vermelho...

sábado, novembro 04, 2006

A burrice e a "imparcialidade" (sic) na imprensa brasileira

Reinaldo Azevedo é um idiota. Ainda bem que ele não me conhece. Se conhece-se, aposto que estaria me processando. Depois do caso Emir Sader, ele simplesmente saiu do armário: é, assumidamente, quase um militante da "causa" PSDB/PFL. Há de se investigar se seu salário está sendo pago pela revista VEJA ou pelo PSDB/PFL (que são quase mesma coisa, visto o discurso fascista e moralista que sustentam), por serviços de assessoramento político/ideológico. O colunista em questão, tem uma capacidade redundante de impulsionar o desvirtuamento de assuntos que não sejam de seu interesse. Tipo, o Mainardi ainda vai. Ele não passa de uma mera cópia do Paulo Francis. Agora, o Azevedo é duro de engolir. O pior é que ele quer ser um Mainardi. É uma pena estar longe de conseguir este "feito". Evidentemente, não cabe a mim fazer comparações deste nível. Até porque, é algo infinitamente desproporcional.

Agora, assumir uma posição político-partidária e tentar ludibriar os outros com suas evasivas convicções não é, indubitavelmente, a posição de um jornalista sério e imparcial. Tudo bem criticar o PT, o Lula, o governo, etc. Mas também não é de boa índole tentar impor uma visão despótica sobre o assunto. Além disso, impulsionar: "se não for desse jeito, é ilícito.". Reinaldo, já passamos por isso diversas vezes. Deve-se criticar, mas de uma forma inteligente, coerente e, acima de tudo, imparcial. Assim como o bom jornalismo.