Reflexões sobre o panteísmo II
Acabei de fazer uma descoberta, no mínimo, fascinante: Schopenhauer era panteísta! Bem, é o que presumo da leitura de alguns de seus fragmentos. Schopenhauer assume uma visão ascética de mundo, beirando o oriental (hinduísmo e, talvez, budismo). No seu entender, o homem, ao perecer, assume seu mais sagrado desígnio: fazer parte do todo, do uno. Finalmente entendi o porquê de muita gente sofrer ao ler Schopenhauer. É explicável.Agora, clareando a idéia dos menos esclarecidos, Schopenhauer estava longe de ser um "pessimista por profissão". Eu sei que minha postura, em se tratando de Schopenhauer, é um tanto opulenta, arrogante...Mas, fico estremamente desestabilizado quando interpretam um grande teórico de maneira tão desvirtuada, tão irresponsavelmente.
Schopenhauer, no meu parecer, era essencialmente panteísta, sim. Mas, nem por isso era um grande "reclamão" como alguns pesudointelectuais teimam afirmar. Schopenhauer era um amante da vida, porém, analisava-a com "olhos" ascéticos. Agora, deixem-o em paz. Não irritem-o.



0 Comments:
Postar um comentário
<< Home