Criançada, a VEJA não tem culpa...
A VEJA é elitista. Elitista e neoliberal. Eu a leio e nem por isso me classifico no distinto grupo dos elitistas neoliberais. Só não gosto de quem critica a VEJA. A maioria dos críticos é ou anti-neoliberalismo ou anti-elite. Ou os dois. Em síntese, quem critíca a VEJA é, acima de tudo, esquerdista. Não esquerdista marxista-leninista - não, não! bato na madeira! -, mas sim esquerdista incompreendido, rebelde, livre, formiguinha. Ou, para entender melhor, esquerdista petista, lulista. Eu gosto dos petistas. Eles são muito engraçados. Acusam todos os divergentes da "ideologia"petista de neoliberais e elitistas. Eu gosto dos petistas mas não gosto do PT. É uma dicotomia filosófica - partidária, que consome meu ser. Está certo, eu sei que eles são ladrúnculos (como diria o Mainardi) amantes do dinheiro alheio, mas, ainda sim, são ladrúnculos poéticos, românticos. A cada vez que "vejo" (sem trocadilhos, por favor), na televisão ou nas capas dos jornais, os semblantes revolucionários de Zé Dirceu, Genoíno, Berzoini (e mais recentemente Abicalil) sinto-me enebriado pela sutileza literata de tão ambíguas figuras. "Vejo" (perdão...) neles Marx, Engels, Che, Bobbio, Althusser, Gramsci e até Lukáks.Os petistas não gostam da VEJA. Eu, autêntico como sou, gosto dos petista e também da VEJA. Logo, vivo mergulhado em uma questão existencial. Ou melhor pré-existencial. Porque, como diria Sartre - que aliás, se vivesse hoje (e no Brasil), possívelmente não seria petista - só existo por minhas escolhas. Então, faço desta minha questão primordial!
Eu não acredito no Petismo. Nem no Lulismo. Mas eu acredito nos petistas. E na VEJA também. Assim como acredito no Papai Noel, no Saci, na Chapeuzinho Vermelho...



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