sábado, fevereiro 10, 2007

Chilique Moralista (ou Tratado Lógico-Moralista)

Eu tenho nojo de moralista. Bem por isso, acho sufocante estar na cidade onde vivo. Ainda não entendo de onde vem os "princípios" de um moralista (se é que um "não-ser" como esse possa possuir princípios). É tudo tão raso, tão superficial, tão falacioso.
Para um moralista, os critérios são puramente objetivos: o ruim é ateu, vagabundo e pobre. O fato de não ser cristão também é relevante.
A perspectiva para análise é social. O subjetivismo de cada indivíduo é, no mínimo, desconsiderado. Subjetividade pra quê? O "moralismo de um moralista" é o moralismo latino, o "mores" (relativo a costumes). Talvez por isso seja tão ridiculamente nojento. Para o moralista basta a crítica, a humilhação à outrem. Ajudar? Bem, ajudar não precisa...
O moralista sente-se hostilizado com as malevolências de outros tantos indivíduos. Sente-se também, compreensível para com o vitimado quando outro moralista é diretamente atacado.
O moralista tem fetiche por grandes tragédias. Importar-se com dizimados do outro lado do mundo(metafóricamente falando) é muito mais gratificante e menos trabalhoso . Além disso, rende mais elogios por parte de seus amigos mais moralistas ainda.