O Império do Efêmero: A moda e seu destino nas sociedades modernas
Confesso que, quando ouvi falar de um livro filosófico/sociológico que tratava de um assunto tão impertinente como "a moda", fiquei extremamente receoso. Para mim, sinceramente, não havia problemática a ser discutida em um assunto tão banal. Errei duplamente: a problemática existe e o assunto não é tão banal e impertinente quanto eu pensava.O Império do Efêmero é um dos livros mais famosos do Filósofo francês Gilles Lipovetsky. Comprei-o na última semana e por enquanto só tive a oportunidade de ler a introdução (tenho a péssima mania de ler vários livros ao mesmo tempo). Porém, já me foi esclarecedor. Segue abaixo algumas transcrições de partes importantes da introdução do estudo:
(...) Desde os anos 1940, Adorno e Horkheimer insurgiram-se contra a fusão "monstruosa" da cultura, da publicidade e divertimento industrializado que acarreta a manipulação e a estandardização das consciências. Mais tarde, Habermas analisará o pronto - para - consumoir midiático como instrumento de redução da capacidade de fazer um uso crítico da razão; Debord denunciará a "falsa consciência", a alienação generalizada, induzidas pela pseudocultura espetacular. (...)
(...) Abram então os olhos para a imensa miséria da modernidade: estamos destinados ao aviltamento da existência midiática; um totalitarismo do tipo soft instalou-se nas democracias, conseguiu semear o ódio pela cultura, generalizar a regressão e a confusão (...)



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