quarta-feira, maio 24, 2006

Entretien Spéciaux: Comment Lula gère un futur géant

Saiu no Le Monde : http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-3222,36-775237,0.html

Para destacar, outra manchete do jornal francês:
"Lula à l'épreuve du pouvoir"

Eu sempre defendi: Monsieur Lula é um cosmopolita nato!
OBS: Alckimin também, mas à passos plácidos e cerimoniais...

domingo, maio 21, 2006

Artic Monkeys: A internet, às vezes, ajuda...

Artic Monkeys é a nova onda do momento. É especial. A banda britânica tem um som fluente, com uma pegada maçante. Guitarras lisas, dançantes. Influências? Libertines, Franz Ferdinand, Oasis e Strokes. Strokes, aliás, era cover garantido nos ensaios da Banda. O primeiro CD, Whatever People Say I Am Thats What I'm Not, é muito interessante. O carro chefe é a excitante I Bet You Look Good On The Dancefloor. Em síntese, oss britânicos têm um som um tanto quanto "modista". Nada de muito inovador. Nada que seja muito diferente de Libertines, Franz Ferdinand ou Strokes. Tenta até umas baladinas, como a sonolenta Riot Van. E você deve se perguntar: Então, o que eles tem de tão especial assim, caramba?!
Nada. Absolutamente nada. É uma banda comum. Tão comum que, se não fosse a divulgação que vem tendo, seria uma banda de pequenos pub's em Londres. Talvez uma ou outra excursão para França ou Espanha. Mas, o que é realmente relevante, é a "explosão" Artic Monkeys. Sem a ajuda de nenhuma gravadora ou plano publicitário, os caras conseguiram divulgar suas músicas e, na primeira semana de lançamento de seu CD, vender 360.000 unidades. Observação, só na Grã-Bretanha. Como? Os espertinhos espalharam seus mp3's pela rede mundial de computadores. Em uma época de explosão da música digital (e dos Ipod's, conseqüentemente), os rapazes acharam uma mina de ouro. Ou melhor, a mina de ouro os achou.



terça-feira, maio 16, 2006

Para ilustrar a lamentável condição humana

50, 70, 80 mortos. Os números não importam mais. Nada mais resta se não, lastimar.
Chegamos ao ponto crucial da autocracia e do despotismo: O poder para quem tem poder. Uma ditadura latente, implícita. Uma organização criminosa com uma estrutura louvável (com o perdão da redundância). Nada pode pará-los. Nada pode detê-los.
É a vitória da impunidade. E confirmação da lamentável condição humana. O axioma que atingi nosso âmago. Que atingi nosso conformismo. Que nos faz (re)pensar. Que chega nos arrebatando, quebrando nossa ingênuidade e admiração pelo mundo. A nossa experiência negativa. Que nos mostra o mundo. Que nos tira do sono profundo do dogmatismo inato. Que nos converte.

A realidade nos engana ou não? Não. Existem várias realidades. Ou será que, uma realidade está mais certa que a outra? Se for assim, então, qual realidade está certa? A do jovem que embriaga-se em festinhas mesquinhas, fala, consumi e produz besteiras? Ou - retirando a possibilidade da invisibilidade social - a do menino favelado, que descobre que desde de cedo deve ser bandido para sobreviver, para levar uma vida - na pior das hipóteses possíveis - "legal"? Qual realidade está errada? Nenhuma. O jovem do primeiro exemplo é prepotente e hipócrita mas, e o que isso importa? A realidade dele é essa. Sem mais nem menos. E a do menino favelado? Está errada? Também não. Mas, vou contar-lhes um segredinho: esse menino vai crescer e se tornar bandido. Isso mesmo, bandidão impiedoso. Assassino. Volto a pergunta: mesmo sabendo disso, você continua achando correta a realidade dele? Sim. Em um cotejo entre os dois exemplos fica evidente: essa é, realmente, a realidade certa do menino e, pior ainda, é sua ÚNICA realidade. Entenderam?
Por mais que ache ruim sua realidade, o menino favelado - diferentemente do jovem mesquinho e hipócrita - nunca teve a oportunidade de escolher uma outra realidade. Por quê? Pois ela é a ÚNICA! Sem escolhas!
Agora, as realidades interagem. Uma pena que seja de modo tão arcaico. Lamentável. Para aqueles que exigem democracia: ela está aí, é só "pegar". De que adianta tantos terem poder se não souberem governar? De que adianta desenvolvimento sem inclusão social? De que adianta conhecimento técnico sem desenvolvimento humano?
Amigos, a perspectiva futura não é das melhores. Uma país de economia emergente, caminhando em direção do futuro mas, com uma guerra civil que mortifica e enjaula aqueles que deveriam estar livres. Inópia social. Oligofrênia política. Uma lástima. Tudo isso para ilustrar a lamentável condição humana.

terça-feira, maio 09, 2006

Pergunta: por que esqueceram de Nip/Tuck ?

Eu não gosto de séries de tv. Na verdade, não as suporto. Até tentei assistir algumas, essas do tipo "pop" como: Smallville, C.S.I, Lost... Essa última até que teve um início interessante mas, como toda série "pop", acabou caindo no mesmice.
O engraçado é que, mesmo com numerosos exemplos - e de crescimento exponencial -, os produtores, diretores e escritores acabam caindo sempre na mesma armadilha: estória e dramas pessoais bobos, rebeldia adolescente, assassinos seriais, mistérios -pseudo- intelectuais, e outras bobagens mais.
Nip/Tuck é diferente. Resgata a medíocridade humana. Respeita os verdadeiros adjetivos morais do ser humano: ódio, ganância, luxúria. Tem uma trama muito bem presa, induzindo o telespectador por um mundo de vaidades e conceitos pré-estabelecidos. Desvela a realidade. Disseca o "mercado da beleza". É mostra essêncial do narcisismo humano, quase uma poesia.
Indica o ser humano que busca a beleza, acima de tudo. Ah, esqueci de um detalhe: mostra tudo isso e ainda têm - pasmem - uma excelente estória.

Bem, vamos ao enredo:


O famoso cirurgião plástico Christian Troy (Julian McMahon, "Charmed") adora seu status de homem bem sucedido e comemora o crescimento da clientela da sua clínica em Miami, que ele divide com o seu melhor amigo Sean McNamara (Dylan Walsh, "Everwood").
Embora o dinheiro e as mulheres continuem satisfazendo as necessidades de Christian, os anos que passou fingindo ser outra pessoa custaram a Sean o distanciamento da sua mulher Julia (Joely Richardson, indicada ao Globo de Ouro) e seus filhos, o adolescente Matt (John Hensley, "Witchblade"), de 17 anos, e a pequena Annie (Kelsey Lynn Batelaan), de 8 anos. Criado por Ryan Murphy ("Popular") esse drama médico explora o lado obscuro das cirurgias plásticas e o doloroso — e algumas vezes violento — caminho que leva as pessoas a buscar a beleza externa.

Em síntese, é uma ótima série. Pena estar esquecida e ser trocada por besteiras como Lost, Smallville e outras bobagens mais.